Escritores da Liberdade: por que a empatia é tão poderosa?

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Somos todos apaixonados por branding. Pelo universo das marcas. Mas o que nos entusiasma a fazer o que fazemos é a capacidade que as marcas têm de unir as pessoas. De conectá-las, de trazer alegria e sentimentos. Mas não só por prazer ou pertencimento. Existem outras questões que vão muito além do consumo.

Conforme percebe-se há um bom tempo, realizar um trabalho de comunicação de marca simplesmente focado no objetivo de vendas a curto prazo está fadado ao fracasso. Isso porque as pessoas estão conscientes de que esperam muito mais das marcas. Esperam que elas ofereçam algo muito além de um produto ou serviço. Que exerçam seus papéis contribuindo com valores. Esperam a construção de um mundo  mais generoso e de relações maiores além do “business“.

E porque a empatia é um motor poderoso das marcas?

Porque é preciso se lambuzar com o problema das pessoas. Com os anseios delas. Enxergar o mundo sob os olhos delas. E a empatia nos proporciona isso. O filme “Escritores da Liberdade” nos retrata muito bem essa questão. Uma cidade em tempos hostis, grupos da sociedade altamente segregados, rivalidade, falta de apoio e uma jovem professora embalada pela missão de dar o seu melhor como educadora. Onde ela usa de sua incrível sensibilidade para conseguir identificar mais profundamente o que acontecia com cada um de seus alunos. Cada um com uma história de vida diferente, problemas diferentes. Chagas na alma difíceis de explicar. E com toda essa diferença e essa dificuldade ela consegue transformar aquela modesta sala de aula no lugar mais prazeroso para eles, resgatando união e amizade. O que antes parecia algo impossível.

E que relação podemos fazer com isso com o universo do branding? Simples. O filme nos toca o coração de que não é preciso recursos caros e complicados para se ter boas ideias e unir as pessoas. E é isso que as marcas com propósito buscam fazer: aproximar as pessoas em torno de algo bom e útil. O prazer que se tem de realizar o bem e de enxergar o próximo como um ser humano tão idêntico quanto nós é algo que nos motiva e emociona muito. Nos dá uma sensação poderosa de que o caminho é esse. Talvez a música “We are the World” consiga passar uma pontinha do que é esse sentimento. E se nós buscarmos aplicar isso em nossos negócios, certamente teremos um mundo melhor.

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Personagem de Miep Gies com aluno do ensino médio no filme “Escritores da Liberdade”.

Ela conta como ajudou a esconder a família de Anne Frank dos nazistas.

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Cena do filme demonstrando uma atividade simples de reflexão sobre os problemas do próximo.

Excelente forma de ver o mundo sob a ótica dos outros.

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Personagem “Eva”.

Alexandre Linhares, Designer com pós graduação MBA Marketing Estratégico e Especialista em Branding – Gestão de Marcas. Atua na área desde 2002 e em 2008 fundou a Linhares Branding & Design.

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